Antecedentes do Projecto

A África Austral está a enfrentar restrições graves em relação ao fornecimento de energia. Nos próximos 10 anos a região visa construir uma nova capacidade, a fim de atender à crescente demanda de energia na região. Estas restrições de fornecimento de energia resultaram em quotas reduzidas de energia para utentes intensivos no país e têm dificultado novo crescimento e oportunidades de expansão, devido à falta de segurança de aprovisionamento energético.

Para além disso, devido aos custos do novo programa de geração de geração da África do Sul, para atender a crescente demanda de energia no futuro, o preço da electricidade no mercado Sul Africano prevê crescer a elevadas taxas inflacionárias nos próximos cinco anos, a fim de alcançar as normas internacionais.

A tendência, portanto, surgiu dos utentes intensivos, que estão agora a considerar opções de fornecimento de energia alternativas, para mitigar os riscos de preços crescentes de energia e garantir a segurança de fornecimento para as empresas e expansões existentes. Estas mudanças no mercado de energia da África Austral apoiam a importância do Projecto para a região e para garantir o seu sucesso.

A electricidade em Moçambique é principalmente gerada por meio de energia hidroeléctrica e um número de centrais termoeléctricas a diesel. Moçambique tem reservas consideráveis comprovadas de gás natural de que actualmente das quais menos de 3% estão sendo utilizadas. Estes recursos de gás natural podem ser utilizados para geração de energia em benefício da região.

A geração de energia a partir do gás natural de Moçambique foi primeiro proposta ao Governo moçambicano pelos accionistas da Gigawatt, em 2004, quando começou a construção do gasoduto de Ressano Garcia para Matola. A MGC teve a clarividência de disponibilizar a infra-estrutura de início nessa fase. O gasoduto MGC, bem como a rede de distribuição foi concluída em 2005 e até 2010, mais de 30 indústrias em Matola / Maputo usavam gás natural como sua principal fonte de energia e os primeiros números de veículos estão a utilizar gás natural limpo.

O consórcio composto por Gigajoule, Eagle Holding e Electrotec, realizarou uma série de estudos sobre a viabilidade de uma central a gás em Ressano Garcia. Os estudos mostraram que eles irão adicionar um valor substancial para a economia moçambicana, evitando a saída do gás do país sem valor agregado ao mesmo, atrair investimento substancial, criar emprego e gerar muitos benefícios substanciais para o Governo moçambicano.

A nova empresa, Gigawatt Moçambique SA, foi constituida e já iniciou com a implementação do seu Projecto. O local ideal fora da zona fronteiriça de Ressano Garcia foi garantido para o projecto, devido à sua proximidade com a infra-estrutura existente de gás, a rede de transmissão de EDM e ainda a estrada principal EN4.

O EIA não revelou falhas fatais e o MICOA, a autoridade ambiental de Moçambique, publicou um RoD positivo para o Projecto. A ligação proposta à rede será da linha de 275kV da EDM que liga à subestação de Komatipoort (Eskom) à subestação do Infulene (EDM).

O Projecto e o pedido de concessão de energia foram apresentados ao Governo de Moçambique. Em 23 de Dezembro de 2010, o Conselho de Ministros, em nome do Governo de Moçambique, providenciou uma concessão à Gigawatt de 25 anos para a geração de 100MW de energia eléctrica, através do gás natural como combustível de Moçambique.

A implementação do Projecto prossegue actualmente em conformidade com o programa de desenvolvimento do projecto e orçamento. A Gigawatt está actualmente a negociar os contratos EPC, WOM, GSA e PPA para o Projecto. Prevê-se que o primeiro fornecimento seja disponibilizado no 2 º trimestre de 2013.